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PAPO DE ESPECIALISTA

Implante dentário dói? Entenda como é a cirurgia e a recuperação

Dr. Felipe Passador explica o que o paciente pode esperar durante o procedimento e nos primeiros dias após a instalação de um implante dentário

Publicado em 10/10/2026 às 09:54

Cada cirurgia é individual. Informação e planejamento ajudam o paciente a chegar ao procedimento sabendo o que esperar e como participar de uma boa recuperação (Foto: Divulgação)

A possibilidade de sentir dor ainda é um dos principais receios de quem recebe a indicação de um implante dentário.

É comum o paciente chegar ao consultório com perguntas como: “Vou sentir alguma coisa durante a cirurgia?”, “Vai inchar muito?” ou “Quanto tempo vou levar para voltar à minha rotina?”.

Segundo o cirurgião-dentista Dr. Felipe Passador, que atua com foco em Implantodontia e Cirurgia Oral, a experiência pode variar de acordo com cada procedimento, mas planejamento e cuidados adequados ajudam a tornar o tratamento mais tranquilo.

“Existe uma diferença importante entre aquilo que acontece durante a cirurgia e o período de recuperação. Durante o procedimento utilizamos anestesia local justamente para controlar a dor. Depois, pode existir algum grau de desconforto, que varia conforme o caso”, explica.

O paciente sente dor durante a colocação do implante?

A instalação do implante normalmente é realizada sob anestesia local.

Isso significa que o paciente pode perceber movimentação, pressão ou manipulação da região, mas o objetivo da anestesia é impedir a sensação dolorosa durante o procedimento.

“O medo muitas vezes é maior antes da cirurgia. Por isso, explicar cada etapa e deixar o paciente seguro também faz parte do tratamento”, afirma Dr. Felipe.

A duração da cirurgia pode variar conforme o número de implantes, a região a ser tratada e a necessidade ou não de procedimentos adicionais.

E quando a anestesia passa?

Nos primeiros dias após a cirurgia podem ocorrer sensibilidade, desconforto e algum grau de inchaço.

Essas manifestações não são iguais em todos os pacientes e também dependem da extensão do procedimento realizado.

Alguns pacientes realizam a instalação de um único implante e apresentam uma recuperação bastante tranquila. Outros procedimentos mais extensos podem exigir um período maior de cuidados.

“Não é possível comparar uma cirurgia com outra apenas porque ambas envolvem implantes. Cada caso possui características próprias”, ressalta o especialista.

Quanto tempo leva para voltar às atividades?

Também não existe um período único para todos.

Em procedimentos menores, algumas pessoas conseguem retornar rapidamente às atividades habituais, respeitando as orientações profissionais e evitando esforços físicos nas primeiras horas ou dias.

Quando são realizadas cirurgias maiores, múltiplos implantes, enxertos ou outros procedimentos associados, pode ser necessário um período diferente de recuperação.

O tipo de trabalho exercido pelo paciente também deve ser considerado.

O pós-operatório faz diferença?

Sim.

Segundo Dr. Felipe, parte importante do resultado de uma cirurgia acontece depois que o paciente deixa o consultório.

Uso correto das medicações prescritas, alimentação adequada, higiene da região e respeito às orientações sobre esforço físico são alguns dos cuidados que podem contribuir para uma recuperação mais confortável.

Também é importante comparecer aos retornos indicados pelo profissional.

“O paciente e o cirurgião trabalham juntos durante o pós-operatório. Uma cirurgia bem planejada precisa ser acompanhada de cuidados adequados durante a recuperação”, explica.

Todo implante exige pontos e cortes?

Não necessariamente.

A técnica utilizada depende das condições encontradas em cada paciente.

Em determinados casos, é possível utilizar abordagens menos invasivas. Em outros, é necessário acessar a região de maneira convencional para visualizar adequadamente o osso ou realizar procedimentos complementares.

Por isso, a escolha da técnica não deve ser feita apenas pela preferência por uma cirurgia “com” ou “sem corte”.

“O mais importante é utilizar a abordagem que ofereça condições adequadas para instalar o implante na posição planejada e com segurança”, afirma Dr. Felipe.

O medo não deve impedir a avaliação

Para o especialista, pacientes que adiam o tratamento apenas pelo receio da cirurgia devem, antes de tomar uma decisão, procurar uma avaliação e entender como seria o procedimento em seu caso.

“Muitas vezes o paciente imagina uma cirurgia muito diferente daquela que realmente será necessária. Quando conseguimos explicar o planejamento, a anestesia, o procedimento e o pós-operatório, grande parte dessa ansiedade diminui.”

Cada cirurgia é individual. Informação e planejamento ajudam o paciente a chegar ao procedimento sabendo o que esperar e como participar de uma boa recuperação.

Dr. Felipe Passador

Cirurgião-Dentista – CRO 10172

Atuação em Implantodontia e Cirurgia Oral

Fonte: Portal da cidade São Carlos

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