NÃO À PRIVATIZAÇÃO
Araraquara desiste de adesão ao Universaliza SP e mantém gestão própria do saneamento
Prefeito Dr. Luís Claudio Lapena Barreto oficializou decisão ao Governo do Estado; município reafirma capacidade de gestão e modicidade tarifária
Publicado em 14/07/2026 às 23:00
Em um movimento estratégico para a manutenção da soberania sobre os serviços de saneamento básico, a Prefeitura de Araraquara oficializou, nesta terça-feira (14), sua decisão de não aderir ao Programa Universaliza SP.
A manifestação foi formalizada através de um termo enviado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, assinado pelo prefeito Dr. Luís Claudio Lapena Barreto. A medida representa um posicionamento contrário à integração do município à Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAE) nº 2.
Motivações da Decisão
A decisão do município de Araraquara baseia-se em critérios técnicos e administrativos de gestão pública:
Autonomia: O município declarou não haver necessidade de gestão associada para a prestação dos serviços.
Capacidade Técnica: Levantamentos realizados pela prefeitura indicam que o município possui perspectivas concretas de atingir as metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário até 31 de dezembro de 2033.
Tarifas Justas: O documento reforça que as tarifas atualmente praticadas no município atendem aos critérios de modicidade e garantem a remuneração adequada para a manutenção e novos investimentos, cumprindo os preceitos da Lei Federal nº 11.445/2007.
Independência: O prefeito afirmou explicitamente que não há interesse em compartilhar a titularidade dos serviços, nos termos da legislação federal vigente.
Contexto Regional
A iniciativa de Araraquara reverbera o debate sobre a autonomia das autarquias e departamentos de água e esgoto em diversas cidades do interior paulista. Enquanto o Estado busca a regionalização dos serviços através do programa estadual, prefeituras que apresentam índices sólidos de atendimento — como ocorre em São Carlos — avaliam com cautela o impacto dessas mudanças na administração do patrimônio público e nas tarifas repassadas aos cidadãos.
A decisão de Araraquara marca um precedente importante para municípios que buscam manter o controle direto sobre o saneamento, priorizando modelos de gestão que, conforme apontado pelo Executivo local, têm se mostrado eficientes e alinhados às necessidades da população.
Fonte: Portal da cidade São Carlos
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