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SC EXPERIENCE

Projeto Saúde Hidrossanitária é apresentado no São Carlos Experience 2026

Iniciativa apoiada pela Fapesp monitora esgoto e água com inteligência artificial para antecipar surtos de doenças e subsidiar saúde preventiva

Publicado em 28/08/2026 às 15:49

A apresentação foi conduzida pela professora Fernanda de Freitas Aníbal, do Departamento de Morfologia e Patologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) (Foto: Divulgação)

Desenvolvido no âmbito dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), o projeto Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida (SHQV) foi apresentado na manhã desta quinta-feira (27/08) durante a programação do São Carlos Experience 2026. A apresentação foi conduzida pela professora Fernanda de Freitas Aníbal, do Departamento de Morfologia e Patologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e pelo professor e assessor especial do prefeito, José Galizia Tundisi.

A iniciativa integra uma parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e instituições de ensino e pesquisa, tendo sido lançada em outubro de 2025. O objetivo central do projeto é o monitoramento ambiental e o uso de dados estratégicos para fortalecer a saúde pública preventiva em São Carlos.

Monitoramento de esgoto, patógenos e Inteligência Artificial

A proposta metodológica consiste em analisar amostras de água e esgoto do município para rastrear a presença de patógenos, microrganismos e contaminantes, tais como vírus, bactérias e pesticidas, além de outros indicadores relevantes para a saúde coletiva. Os dados obtidos são processados por meio de inteligência artificial e georreferenciamento, viabilizando a construção de painéis informativos segmentados por regiões da cidade.

O plano de monitoramento abrange 25 localidades municipais e três distritais, totalizando 28 pontos de coleta, o que garante uma análise regionalizada e detalhada. A expectativa é que o sistema funcione como um mecanismo de alerta precoce, identificando sinais de risco para antecipar possíveis surtos de doenças.

Durante a apresentação, a professora Fernanda de Freitas Aníbal detalhou o funcionamento da plataforma de sensores em desenvolvimento:

“A ideia é que possamos identificar, no esgoto, informações relacionadas às doenças, aos medicamentos utilizados, à presença de drogas ilícitas e também a possíveis contaminantes, como pesticidas presentes nos alimentos consumidos. Tudo isso vai gerar um grande banco de dados, que será analisado com o uso de inteligência artificial, integrando essas informações por meio de georreferenciamento”, destacou.

Antecipação de problemas de saúde pública

A pesquisadora da UFSCar ressaltou que a tecnologia permite mapear cenários antes mesmo de repercussões clínicas na comunidade, a exemplo do que ocorreu durante a pandemia de Covid-19.

“É uma forma de antecipar possíveis problemas de saúde pública. Por exemplo, antes mesmo de uma doença se manifestar na população, podemos identificar seus sinais no esgoto. Foi o que aconteceu com os fragmentos do vírus da Covid-19, que puderam ser detectados antes mesmo de algumas pessoas apresentarem sintomas”, pontuou.

Para o professor, José Galizia Tundisi, a implantação do projeto introduz uma perspectiva inédita e inovadora na avaliação da saúde pública municipal por meio do monitoramento integrado de redes de esgoto.

Fonte: Assessoria de Comunicação