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COMBATE Á VIOLÊNCIA

Orientações detalham como agir e pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Especialistas explicam quando acionar o 190, a importância da segurança própria, o uso de sinais silenciosos e recursos como o SP Mulher Segura.

Publicado em 06/09/2026 às 21:43

Em cenários de emergência, como uma agressão física em andamento, a orientação principal é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone 190 (Foto: Agencia SP)

Diante de uma situação de violência contra a mulher, a prioridade absoluta é avaliar os riscos e buscar ajuda de maneira segura. Em cenários de emergência, como uma agressão física em andamento, a orientação principal é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone 190.

Caso haja outras pessoas por perto, é recomendado pedir de forma objetiva que alguém chame as autoridades ou busque um agente de segurança, enquanto outra pessoa permanece em local seguro monitorando a situação até a chegada do socorro. Ao ligar para o serviço de emergência, é fundamental fornecer o endereço exato com pontos de referência, características do agressor, se há indícios de que ele esteja armado e a presença de crianças ou feridos no local.

A delegada Monique Lima faz um alerta sobre a abordagem:

“A intervenção direta exige muito cuidado. A intenção de ajudar não pode transformar essa testemunha em uma nova vítima, nem oferecer mais risco para a mulher. Se for possível, resolva a situação sem confronto físico, criando uma distração, oferecendo uma rota de saída para a vítima ou acompanhando-a até um local protegido.”

Quando não intervir diretamente

A intervenção física direta deve ser evitada em circunstâncias específicas que elevem o risco de tragédia, tais como:

Quando o agressor estiver armado, sob efeito de álcool ou entorpecentes;

Se o agressor estiver acompanhado por outras pessoas que possam intensificar o conflito;

Quando houver risco iminente de agravamento da violência ou ameaça a terceiros;

Ao tentar entrar sozinho em residências ou imóveis fechados sem conhecer as condições de segurança internas.

“Não agir fisicamente não significa ser omisso. É possível ajudar chamando a polícia e oferecendo informações precisas sobre a situação. Filmar ou fotografar pode ser útil. Entretanto, essas imagens devem ser fornecidas apenas à polícia para preservar a segurança da vítima e não substituem a ligação para o 190”, lembra a delegada.

Fonte: Agencia SP

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