COMBATE Á VIOLÊNCIA
Região Central tem 164 mulheres atendidas pelo Auxílio-Aluguel em agosto
Iniciativa do Governo de SP destinada a vítimas de violência doméstica investiu R$ 82 mil na região, garantindo suporte financeiro e autonomia
Publicado em 01/09/2026 às 15:43
A Região Central registrou em agosto a concessão do Auxílio-Aluguel para 164 mulheres vítimas de violência doméstica que estavam inscritas no programa até o mês de julho, totalizando um investimento regional de R$ 82 mil. Em todo o estado de São Paulo, o repasse superou R$ 2,9 milhões, contemplando cerca de 5,8 mil mulheres.
Desde a implementação da política pública em fevereiro de 2025, o programa já amparou mais de 9,9 mil mulheres, com um aporte financeiro superior a R$ 29,9 milhões em território paulista. Os dados consolidados são da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) e apontam a presença da iniciativa em 593 municípios, evidenciando a relevância da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.
Como funciona o benefício e critérios de elegibilidade
Desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa consiste em uma ajuda de custo mensal no valor de R$ 500, concedida pelo período de seis meses e passível de renovação por igual intervalo. A medida busca prover condições materiais para que mulheres em situação de vulnerabilidade consigam romper com relações abusivas de maneira segura.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Para ter acesso ao auxílio, a solicitante deve preencher os seguintes requisitos:
Possuir medida protetiva expedida pela Justiça.
Residir no Estado de São Paulo.
Estar em situação de vulnerabilidade.
Apresentar renda familiar que, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.
O cadastro é realizado diretamente pela rede municipal de assistência social nas cidades aderidas. Após a aprovação da análise técnica, os recursos são repassados de forma direta às beneficiárias por meio de uma Poupança Social no Banco do Brasil. Paralelamente ao suporte financeiro, a iniciativa articula serviços locais de proteção social, orientação e acompanhamento integrado.
Onde buscar atendimento e orientação
Vítimas de violência doméstica ou pessoas em busca de auxílio podem recorrer a diferentes frentes da rede de proteção:
Assistência Social: Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Saúde: Unidades Básicas de Saúde (UBS), prontos-socorros e hospitais.
Segurança Pública: Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), distritos policiais, batalhões da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Canais de Denúncia e Apoio: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (para situações de emergência).
Fonte: Assessoria de Comunicação
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