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3D PARA INCLUSÃO

EESC-USP capacita professores na criação de materiais didáticos 3D para inclusão

Curso de extensão forma profissionais para produzir recursos adaptados, com foco inicial em alunos com deficiência visual e aplicação prática em escolas

Publicado em 04/07/2026 às 23:00

Jogo de encaixe e Jogo da memória com imagens e texto em alto relevo e escrita em Braile (Foto: Divulgação/EESC)

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP está transformando o cotidiano escolar através da tecnologia. O Curso de Capacitação em Impressão 3D de Material Didático para Estudantes com Deficiência chega à sua etapa final em julho, consolidando uma iniciativa que une engenharia, pedagogia e responsabilidade social.

Com uma carga horária de 60 horas, o projeto visa democratizar o uso de impressoras 3D, frequentemente presentes nas escolas, mas pouco exploradas por receio ou desconhecimento técnico dos professores.

O Método: Da teoria à sala de aula

O curso, coordenado pelo professor Mateus Mota Morais, foi estruturado para desmistificar a impressão 3D, mostrando que a complexidade da ferramenta não é uma barreira para a inovação pedagógica.

Formação Digital: A primeira fase ocorreu remotamente, com tutoriais sobre como obter modelos prontos, personalizar designs em ferramentas gratuitas e realizar o "fatiamento" (preparação da peça para impressão).

Mentoria Qualificada: A integração entre os participantes e os alunos da EESC foi um pilar fundamental. Monitores da graduação auxiliaram na criação de materiais explicativos, no suporte técnico e na troca de experiências sobre a realidade das escolas públicas.

Aplicação Prática: Na etapa final, os educadores imprimiram seus próprios projetos na EESC e levaram os materiais para teste direto com os alunos em sala de aula, buscando validar a eficácia de cada recurso.

Quem participou?

A turma inaugural de 2026 contou com um perfil diversificado de especialistas, todos voltados à educação especial — especialmente para deficientes visuais:

Profissionais da Secretaria Municipal de Educação de São Carlos;

Profissionais da Diretoria Regional de Ensino;

Docentes convidadas das universidades federais UFMG e UFG.

"Muitas escolas já têm impressoras, porém os professores têm receio de usá-las por desconhecerem como funcionam. A ideia é que eles passem a utilizar o conhecimento no seu contexto de trabalho para a produção de materiais adaptados", explica o professor Mateus Mota Morais.

Próximos Passos

O curso será encerrado com um encontro presencial onde os educadores apresentarão os resultados colhidos em sala de aula. Esse momento servirá não apenas para celebrar o aprendizado, mas para uma reflexão coletiva sobre as melhorias necessárias e como a impressão 3D pode continuar sendo uma ferramenta essencial de inclusão e acessibilidade no ensino brasileiro.

Fonte: Jornal da USP