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CONSUMO 3ª IDADE

População idosa e previdência movimentam a economia de São Carlos em 2026

Levantamento da ACISC aponta que cidade tem 37,4 mil moradores com 65 anos ou mais e quase 58 mil benefícios previdenciários injetados na economia

Publicado em 25/09/2026 às 23:00

Além do crescimento da população idosa, o estudo detalha o peso financeiro dos benefícios pagos pela Previdência Social no município (Foto: Divulgação)

O envelhecimento demográfico e a injeção de recursos da previdência vêm exercendo um papel cada vez mais determinante na economia de São Carlos. É o que aponta o levantamento divulgado nesta sexta-feira (25 de setembro de 2026) pelo Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), com base em dados da Fundação Seade e do Ministério da Previdência Social.

O município conta atualmente com 37.488 moradores com 65 anos ou mais, o que representa 14,1% da população local. O histórico mostra um forte salto demográfico nas últimas décadas: eram 14.252 idosos em 2000, 19.868 em 2010 e 29.962 em 2020.

Impacto dos Benefícios Previdenciários

Além do crescimento da população idosa, o estudo detalha o peso financeiro dos benefícios pagos pela Previdência Social no município. Em dezembro de 2025, São Carlos registrava 58.288 aposentadorias e benefícios ativos, um contingente equivalente a 21,8% de toda a população local.

A composição detalhada dos benefícios aponta:

Aposentadorias (total de 38.165): Divididas em 19.469 por tempo de serviço, 12.987 por idade e 5.710 por invalidez;

Pensões e Outros (total de 15.867): Incluem 12.319 beneficiários de pensão por morte, 3.000 auxílios e 548 outras modalidades;

Legislações Específicas: Outros 4.256 beneficiários enquadrados em regras especiais.

Influência no Consumo e no Comércio Local

Para o economista do Núcleo de Economia da ACISC, Elton Casagrande, a aposentadoria não deve ser encarada de forma restrita como o encerramento da vida profissional. Muitas pessoas acumulam a renda previdenciária com rendimentos do trabalho ativo, formando um grupo com forte poder de influência sobre o comércio e o setor de serviços.

O rendimento médio previdenciário, que era de R$ 2.160 em dezembro de 2024, é estimado em cerca de R$ 2.322 atualmente, após a atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até agosto de 2026. Esse valor representa aproximadamente 45% da renda média observada no mercado formal de trabalho da cidade.

“Quando consideramos que os benefícios previdenciários alcançam um contingente equivalente a mais de um quinto da população, percebemos a dimensão dessa massa de renda para a economia local. É um recurso que circula mensalmente e tem participação importante na sustentação do pequeno e médio varejo”, destaca Casagrande.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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