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RISCOS DO EL NIÑO

Estudo da UFSCar e Embrapa analisa impacto do El Niño na soja do Cerrado

Pesquisa avalia cinco décadas de dados climáticos e aponta que ajuste na época de plantio ajuda a reduzir perdas em anos de El Niño

Publicado em 26/09/2026 às 18:50

O estudo examinou um histórico de cinco décadas de dados climáticos (1975 a 2024) com o objetivo de compreender a interferência do ciclo El Niño–Oscilação Sul (ENOS) no rendimento das lavouras (Foto: EMBRAPA)

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Embrapa Meio Ambiente e a Embrapa Cerrados, investigou como os fenômenos El Niño e La Niña afetam a produtividade da soja em quatro polos produtores estratégicos: Barreiras (BA), Planaltina (DF), Rio Verde (GO) e Cuiabá (MT).

O estudo examinou um histórico de cinco décadas de dados climáticos (1975 a 2024) com o objetivo de compreender a interferência do ciclo El Niño–Oscilação Sul (ENOS) no rendimento das lavouras e aprimorar o planejamento agrícola regional.

Metodologia e Comportamento do ENOS

O trabalho foi conduzido pela bolsista de iniciação científica Maria Clara Biondo, sob a orientação do pesquisador Alfredo Luiz (Embrapa Meio Ambiente) e com a colaboração do pesquisador Fernando Macena (Embrapa Cerrados).

Por meio do modelo de simulação STICS e da análise da cultivar BRS 8383IPRO, a equipe avaliou diferentes datas de semeadura e dois sistemas de manejo (Plantio Direto e Convencional). Os dados revelaram que:

Período de plantio: No Cerrado, a semeadura ocorre tradicionalmente entre setembro e dezembro;

Anos de La Niña: Apresentaram desempenho favorável ao rendimento da cultura;

Anos de El Niño: Resultaram em quedas de produtividade, especialmente nas lavouras com plantio antecipado.

Estratégia para o Planejamento da Safra

Segundo Maria Clara Biondo, a classificação das fases do ENOS — realizada com base no Índice Oceânico Niño registrado entre março e maio — oferece a antecedência necessária para orientar o produtor.

A pesquisa destaca que considerar a variabilidade climática associada ao fenômeno complementa as recomendações tradicionais de manejo, garantindo tomadas de decisão mais precisas e eficientes na mitigação de perdas no campo.

Fonte: Embrapa

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