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Embrapa Instrumentação recebe bens de R$ 28,5 mil para pesquisa com casca de soja

Doação da Fundação Eliseu Alves formaliza equipamentos para projeto liderado pela pesquisadora Maria Alice Martins em São Carlos

Publicado em 01/08/2026 às 23:00

Desenvolvimento de Novas Aplicações e Agregação de Valor para a Casca de Soja (Foto: Internet)

A Embrapa Instrumentação, unidade de pesquisa vinculada ao governo federal com sede em São Carlos (SP), oficializou o recebimento de bens móveis avaliados em R$ 28.582,79 para o fomento de estudos tecnológicos. A doação foi realizada pela Fundação Eliseu Alves (FEA), instituição dedicada ao apoio a projetos de desenvolvimento científico, e formalizada por meio de um Extrato de Termo de Entrega publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O aporte contempla equipamentos e materiais permanentes destinados a dar suporte direto ao projeto "Desenvolvimento de Novas Aplicações e Agregação de Valor para a Casca de Soja". A iniciativa é coordenada pela pesquisadora Maria Alice Martins, cujos esforços concentram-se em transformar o que tradicionalmente é tratado como um subproduto de baixo valor comercial em insumo de alto rendimento para indústrias tecnológicas.

Da sobra agrícola à alta tecnologia

Considerado um resíduo abundante no Brasil — maior produtor mundial do grão —, a casca de soja costuma ser direcionada predominantemente à fabricação de rações animais. No entanto, seu elevado teor de fibras e potencial para extração de compostos químicos despertaram o interesse da ciência. Sob a liderança de Maria Alice, o projeto investiga aplicações avançadas que variam desde a criação de bioplásticos até o uso em nanotecnologia e novos materiais de construção.

Com a formalização da transferência definitiva de posse, a infraestrutura adquirida passa a integrar oficialmente o patrimônio da Embrapa, garantindo a continuidade das pesquisas para além do encerramento formal do financiamento do projeto. O processo administrativo tramita sob o registro SEI 21148.014458/2025-16.

O termo foi assinado em 3 de julho de 2026 pelos representantes da Embrapa, José Manoel Marconcini e Odemilson Fernando Sentanin, e por José Manuel Cabral de Sousa Dias, representando a FEA.

O modelo de parceria e o impacto no agronegócio

A cooperação entre centros públicos de excelência e fundações de apoio ilustra a engrenagem da ciência e tecnologia no país: enquanto a Embrapa entra com capital intelectual, pesquisadores e laboratórios de ponta, as fundações gerenciam recursos de forma ágil para a aquisição de insumos.

Inserida na agenda nacional de bioeconomia, a pesquisa reforça o papel estratégico da unidade de São Carlos — referência internacional em instrumentação física e química para o campo —, mostrando que transformar resíduos agrícolas em produtos de mercado é um caminho direto para ampliar a sustentabilidade e a rentabilidade do agronegócio brasileiro.

Fonte: O Tempo