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TECNOLOGIA NO CAMPO

Embrapa e UFSCar criam tecnologia que une fertilizante mineral e bioinsumo

Inovação reveste grânulos de adubo com matriz biodegradável para proteger fungo benéfico, viabilizando a aplicação simultânea no campo

Publicado em 21/07/2026 às 22:56

O estudo é coordenado pela pesquisadora Cristiane Sanchez Farinas (da Embrapa Instrumentação), ao lado das integrantes da equipe Aline Medeiro Ferreira e Mariana Govoni Brondi. (Foto: Divulgação)

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação (sediada em São Carlos) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma tecnologia inovadora que une fertilizante mineral e agente biológico em uma única formulação, viabilizando a aplicação simultânea de ambos no solo.

A inovação consiste em um revestimento biodegradável aplicado diretamente sobre os grânulos de um fertilizante à base de fósforo e nitrogênio. Essa camada protetora é desenvolvida para abrigar o fungo Trichoderma harzianum, um microrganismo amplamente utilizado como bioinsumo na agricultura, mas que costuma apresentar alta sensibilidade a condições ambientais desfavoráveis.

Como Funciona a Tecnologia

Embora o Trichoderma harzianum possua grande potencial agrícola — atuando na proteção e estímulo das plantas —, sua aplicação conjunta com adubos minerais era limitada pela incompatibilidade entre os componentes.

O novo revestimento resolve esse entrave ao atuar em duas frentes:

Proteção no armazenamento: A matriz polimérica biodegradável à base de celulose funciona como uma estrutura de sustentação que preserva a viabilidade do microrganismo. Testes demonstraram que, após três meses em temperatura ambiente, os esporos encapsulados mantiveram alta taxa de sobrevivência, enquanto os não encapsulados perderam até mil vezes sua vitalidade.

Liberação gradual: Após a aplicação do fertilizante no solo, o revestimento promove a liberação progressiva do fungo, aumentando sua eficácia no campo.

Vantagens e Próximos Passos

A integração de insumos em uma única operação traz ganhos operacionais e ambientais significativos, contribuindo para a maior eficiência no uso de recursos, a redução de desperdícios e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa associadas às operações agrícolas.

O estudo é coordenado pela pesquisadora Cristiane Sanchez Farinas (da Embrapa Instrumentação), ao lado das integrantes da equipe Aline Medeiro Ferreira e Mariana Govoni Brondi. O desafio atual da pesquisa é avançar para a escala comercial e validar o desempenho da tecnologia em diferentes culturas e condições reais de campo.

Fonte: Assessoria de Comunicação