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TECNOLOGIA NO CAMPO

Cientistas de São Carlos criam "adesivo inteligente" que detecta agrotóxicos

ecnologia desenvolvida pela USP e Embrapa custa menos de R$ 0,50, é biodegradável e pode ser conectada ao celular

Publicado em 26/02/2026 às 23:55

O dispositivo é feito de um material derivado de plantas (plástico natural) e pode ser colado em superfícies curvas, como a casca de uma maçã ou folhas (Foto: divulgação)

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com a Embrapa Instrumentação e o IQSC/USP, desenvolveram um sensor flexível capaz de identificar resíduos de agrotóxicos diretamente na superfície de frutas e verduras. A tecnologia, que funciona como um adesivo, entrega o resultado em apenas 3 minutos e 28 segundos.

Como funciona

O dispositivo é feito de um material derivado de plantas (plástico natural) e pode ser colado em superfícies curvas, como a casca de uma maçã ou folhas. Ao aplicar uma gota de amostra, o sensor identifica simultaneamente três tipos de pesticidas comuns. O resultado pode ser lido diretamente em um computador ou celular, dispensando análises laboratoriais demoradas.

Destaques da Inovação

Baixo Custo: A produção de cada unidade custa menos de 8 centavos de dólar (cerca de R$ 0,40).

Sustentável: O sensor é biodegradável e se decompõe no solo em cerca de 240 dias.

Versátil: Além de alimentos, pode ser usado para analisar amostras de água e até saliva.

Segundo os pesquisadores, a ferramenta é uma alternativa viável para que agricultores e autoridades monitorem a segurança dos alimentos em tempo real, diretamente no campo ou em feiras e mercados.

Fonte: Assessoria de Comunicação