JUROS EM ALTA
ACISC divulga Informativo Econômico com perspectivas para a economia em 2026
Levantamento aponta juros a 14%, crescimento de até 2% e cautela no setor produtivo diante de cenários internos e externos desafiadores
Publicado em 20/07/2026 às 22:24
A Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) divulgou nesta segunda-feira (20) a nova edição de seu Informativo Econômico, trazendo uma análise aprofundada sobre as perspectivas para a economia brasileira em 2026. Utilizando dados do Boletim Focus do Banco Central, o levantamento projeta uma taxa de juros esperada em 14% ao ano e um crescimento econômico limitado a, no máximo, 2%.
Segundo o estudo, embora haja estabilidade nos fluxos internacionais — como na balança comercial e nos investimentos estrangeiros diretos —, isso não deve alterar significativamente o panorama de investimentos das empresas no País. O ambiente continua desafiador devido ao elevado custo do crédito, à baixa expectativa de lucro e a um cenário de incerteza significativa.
Cenário do Trabalho e Produtividade
A análise econômica também aponta semelhanças com o panorama de outros períodos eleitorais:
O Brasil registra uma proporção elevada de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar.
Em contrapartida, mantém-se um contingente expressivo de pessoas fora da força de trabalho (aquelas que não buscam emprego), paralelamente à expansão limitada do produto e da renda.
O economista Elton Casagrande, do Núcleo Econômico da ACISC, destaca que o teto de 2% no crescimento revela dificuldades estruturais. “Uma expansão que não ultrapassa 2% indica baixa produtividade do trabalho e pouca disposição das empresas para ampliar investimentos. Quando a expectativa de retorno é reduzida e a incerteza permanece elevada, o setor produtivo tende a adotar uma postura mais cautelosa”, explica.
Riscos e Barreiras no Setor Externo
O cenário internacional adiciona camadas de risco à economia nacional:
As tarifas impostas pelos Estados Unidos afetam diretamente segmentos da indústria brasileira.
Medidas adotadas pela China em relação à carne brasileira podem impactar a pecuária e toda a cadeia produtiva associada.
Para a ACISC, a junção de juros elevados, baixo crescimento, restrições para investir e barreiras comerciais representa uma ameaça direta à renda futura, reforçando a necessidade de informações qualificadas para embasar as decisões estratégicas dos empresários de São Carlos e região.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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