Portal da cidade São Carlos

SAAE AMEAÇADO

Servidores do SAAE comparecem a Câmara de São Carlos na luta contra privatização

Um dia após a tumultuada audiência do UniversalizaSP, trabalhadores tentam pressionar vereadores da base aliada; mas nem todos conseguiram entrar

Publicado em 27/05/2026 às 00:01

A intenção é monitorar passo a passo qualquer movimentação de bastidores da prefeitura para enviar projetos de lei relacionados ao saneamento básico à Câmara (Foto: M.Rogerio)

Menos de 24 horas após lotarem o Teatro Municipal em um protesto histórico, os servidores do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de São Carlos deram o próximo passo na mobilização para tentar barrar o projeto de concessão da autarquia. Na tarde de ontem, a categoria cercou o prédio da Câmara Municipal durante a realização da sessão ordinária do Legislativo, mirando especialmente os vereadores que compõem a base de sustentação do prefeito Netto Donato.

O objetivo do funcionalismo público é claro: constranger e pressionar politicamente os parlamentares governistas para que rejeitem qualquer proposta de adesão ao programa estadual UniversalizaSP, classificado pelos sindicatos como um "negócio bilionário" que põe em risco o patrimônio do município e a estabilidade das famílias dos trabalhadores.

Portas fechadas sob alegação de superlotação

No entanto, a tentativa de diálogo e pressão encontrou fortes barreiras físicas. Os manifestantes enfrentaram dificuldades para acessar o plenário e acompanhar o andamento dos trabalhos parlamentares de perto.

Segundo apurado pelos bastidores da reportagem, a direção do Legislativo restringiu a entrada do público sob o argumento técnico de que o plenário já havia atingido sua capacidade máxima de lotação e que o bloqueio era necessário por questões de segurança. A medida gerou revolta e protestos na entrada da Câmara, com os servidores acusando a mesa diretora de tentar abafar a manifestação popular e blindar os parlamentares aliados do prefeito de sofrerem o mesmo desgaste e a onda de vaias que atingiram o chefe do Executivo no dia anterior.

Pressão continuada

Mesmo com o acesso restrito a boa parte do grupo, lideranças dos servidores garantiram que os protestos  nos gabinetes serão permanentes a partir de agora. A intenção é monitorar passo a passo qualquer movimentação de bastidores da prefeitura para enviar projetos de lei relacionados ao saneamento básico à Câmara, transformando o Legislativo no novo epicentro da queda de braço pelo controle da água em São Carlos.

Fonte: Portal da cidade São Carlos