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COMBATE Á VIOLÊNCIA

Auxílio-aluguel atende 240 mulheres vítimas de violência doméstica na Região Central

Programa estadual investiu R$ 614,5 mil na região para garantir moradia segura e autonomia; saiba quem tem direito e como solicitar o benefício

Publicado em 28/05/2026 às 22:49

Um balanço consolidado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) revelou que o programa de auxílio-aluguel atendeu 240 mulheres vítimas de violência na Região Central do estado (Foto: Divulgação)

O combate à violência doméstica ganhou um aliado financeiro e estrutural importante no último ano. Um balanço consolidado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) revelou que o programa de auxílio-aluguel atendeu 240 mulheres vítimas de violência na Região Central do estado. Desde o início dos repasses, a iniciativa somou um investimento regional de R$ 614,5 mil.

Em âmbito estadual, a política pública já alcançou mais de 7,5 mil mulheres em 591 municípios paulistas, acumulando um investimento total de R$ 21,4 milhões. Os dados são referentes aos repasses realizados no período de fevereiro de 2025 a abril de 2026, destacando o papel essencial da rede municipal de assistência social como a principal porta de entrada para o benefício.

O programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por um período de seis meses, com a possibilidade de renovação por mais seis. O objetivo central é fornecer condições financeiras imediatas para que as mulheres em situação de vulnerabilidade consigam se afastar do agressor com segurança.

“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel não é apenas um suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, destacou a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.

Quem pode receber e como solicitar?

Para ter acesso ao benefício, a mulher deve preencher os seguintes pré-requisitos:

Possuir medida protetiva expedida pela Justiça;

Residir no Estado de São Paulo;

Estar em situação de vulnerabilidade social;

Ter renda familiar que não ultrapasse dois salários mínimos até o momento da separação.

O cadastramento deve ser realizado diretamente na rede municipal de assistência social (como CRAS e CREAS). Após a análise técnica e a aprovação do cadastro, o valor de R$ 500 é disponibilizado diretamente à beneficiária por meio de uma Poupança Social no Banco do Brasil. Além do dinheiro, o programa articula o acompanhamento dessas mulheres por serviços de proteção social e orientação.

Fonte: Assessoria de Comunicação